criando meninas · mãe que trabalha

Porque escrevo

Vira-e-mexe me pego pensando nesta pergunta. Quase sempre escrevo para não esquecer. É certo que tenho boa memória, mas essa é uma vigarista de carteirinha. O que eu penso e sinto agora mesmo não tem nada a veracidade o que eu vou lembrar desses fatos dentro de uns dias, um ano, uma década.
Faz uns dias marido perguntou se a Ana fazia o tipo de perguntas que a Bea faz e eu disse que sim, até mais. Mas se a gente não anota, perde aquelas tiradas mágicas que só as crianças têm. Então, aproveito o anonimato deste blog já meio esquecido na blogosfera materna para fazer algumas confissões de mãe babona.
O dia hoje começou como muitos outros, eu sozinha com as duas pequenas, marido viajando. Acordei tarde, depois de uma noite mal dormida por causa de uns pesadelos da Beatriz. Apesar de todo o esforço, saímos 20 minutos tarde, como quase cada dia. Na porta da escola da Ana eu lhe disse que precisamos melhorar e ela respondeu, quase como se tivesse decorado um diálogo da Peppa Pig, que deveria dormir mais cedo e sem ver desenho. Sei que o buraco é mais embaixo, que eu também sou parte do problema, mas quem sabe isso é realmente uma parte da solução.
Passei o dia com uma dor horrível na perna, tão forte que uma das senhoras que atendi me deu um remédio, que eu tomei depois de consultar o que era no Google e verificar se é compatível com a lactância materna no e-lactância.org. E que apesar disso não adiantou nada. Dor = mau humor. Terminei o dia e segui para a minha dupla jornada: buscar menina na escola e a luta diária em casa para por todas na cama numa hora razoável, sem morrer no caminho. Mas hoje foi diferente.
Como sempre, chegamos e a Ana queria ver teve. Ela já até diz, só até encher a banheira, porfi… Mas hoje eu fui firme, disse não e ela aceitou. Brincou com a Bea de muitas coisas enquanto eu dava uma geral na casa e depois pediu para pintar “com tinta”. Eu sempre digo não, nem sei porquê. Mas hoje, só pra surpreender, disse sim. Que diabos? O que de tão horroroso poderia acontecer com duas meninas se supervisão brincando com aquarelas, pincéis e água?
Enquanto elas brincavam eu pus uma lavadora e comecei a preparar o jantar. Foi aí que tudo tomou um rumo diferente, porque a Ana pediu para ajudar e eu também disse sim. Então ela preparou sozinha os bifes de frango à milanesa, eu supervisei e fritei. E entre as duas elas lavaram tudo, limparam a pia e a mesa. Puseram a mesa para o jantar e esquentaram no microondas o arroz e o feijão. Até a salada elas ajudaram a fazer. Comeram tudo e acharam ótimo, claro. Eu também. Depois, banho, pijama e dois desenhos, que eu uso como tema para alguma conversinha de fim de noite. Eram 9.15 da noite e as duas estavam dormidas. Sucesso total!!!
Pensar que a vida é um jogo de cartas e que temos que fazer o melhor possível com a mão que nos tocou jogar. As crianças são seres únicos e imprevisíveis, como todos os demais. , mas é quando as deixamos livres, mas acompanhadas que dão o melhor de si.

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Um comentário em “Porque escrevo

  1. Que grandes pessoinhas são estas minhas netas! E que legal que você resolveu fazer diferente! Funcionou! Elas são bem cooperativas e precisam se sentir incluídas, né mesmo? Parabéns para as 3. Beijos.

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