As aventuras de Mini e Maxi

A escola infantil, escolhas e dúvidas

Apesar de que a escola aqui começa em setembro, o período de inscrições é agora em março. Quando foi a época de inscrever a Ana, eu não estava trabalhando e passava muito tempo com meu grupo de mães, a liga de la teta-fuera. Visitamos as escolas, fizemos comparações, criticamos, reclamamos e no fim, escolhemos a que ficava mais perto de casa. Apesar dos milhares de critérios existentes para escolher uma boa escola, pesou a logística, a comodidade de ter uma mão/mãe amiga com quem contar em um momento de aperto/o trem atrasou.

É certo que na cidade em que moro as escolas públicas são boas e a população é uniformemente heterogênea, ou seja, tem uma boa mistura em todas elas, mas sempre dá para encontrar diferenças entre elas. Se uma tem uma boa biblioteca as as crianças tem aula de dança, na outra tem uma professora de inglês que faz conversação na hora do almoço e aula de horta. A outra faz as aulas de ciências em inglês e tem uma semana da ciência de cinema. Mas no fim das contas a experiência de cada criança depende muito do grupo de amigos que pode chegar a fazer e da professora com quem tiver mais contato. Depois de três anos vivendo o dia-a-dia das crianças, confesso que tenho um pouco de inveja boa dazamigas que estão em Barcelona e  levam os filhos em escolas públicas de orientação livre, das várias cooperativas de famílias que há para crianças de até três anos e várias outras alternativas ao sistema tradicional que há por aqui.

Mas na busca do equilíbrio entre estar em uma cidade menor em uma escola tradicional e voltar para a cidade grande para poder ter uma educação mais alternativa, de momento pesa o quadro completo escola+comunidade+cidade e vou ficando por lá. Acho de qualquer forma que são muitas horas para as crianças de 3 a 5 anos, apesar de que me convém que seja assim para eu poder trabalhar e meu marido também. Se bem que é uma “sacanagem” com as crianças, ainda não inventaram um trabalho que você não precisa fazer nada e ainda assim te pagam. Por isso a necessidade imperiosa de que a sociedade organizada ponha de uma vez por todas a família (em todas as suas formas e cores) no centro de interesse, insistindo na implementação de políticas públicas que facilitem a conciliação da vida laboral e privada.

Na Espanha, por exemplo, as ajudas são para as mães-trabalhadoras, entendidas assim as que trabalham fora de casa como assalariadas. Estão excluidas as empresárias, autônomas e as que trabalham em casa sem salário e sem cotizar para a Seguridade social. Também há ajudas diretas para os filhos, mas que alcançam somente as pessoas muito pobres e por tanto são insuficientes. Divaguei.

Baby Bea cresceu e em setembro começa a escola. Vai para a mesma escola, pelos motivos expostos acima. Mas eu como mãe mudei, e vislumbro um futuro próximo com menos dinheiro e mais tempo com elas. Porque elas são crianças só uma vez. E passa realmente muito rápido.

Mães do mundo: escola pública ou particular? Quando começaram? Inspirações?

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