#anaquefez

Padrão

Não sei se devo considerar isso meu karma, ou apenas um mal necessário. Estou falando da Peppa Pig, uma porquinha sabichona que adora pular na lama. A Ana adora esse desenho, tudo que ela fala, pensa e conta é provável que tenha visto antes no desenho. Eu acho ela um pouco antipática e penso que a Ana também, porque quando ela brinca de Peppa Pog com as amigas, ela sempre é a Susie Ship, a melhor amiga da Peppa.
Enfim, um dia a Peppa foi com a família na casa dos avos, colher amoras para fazer um bolo de maça com amoras. Desde então a Ana só fala desse bolo. Só que vai lá no Google procurar a receita, que não tem. Pode ser um cramble, ou uma torta, mas bolo não. Como a Peppa é inglesa e nós vemos a versão espanhola, alguma coisa ficou no caminho.
Aí eu estava lá fazendo um bolo pra levar na festa de fim de ano da escola da Ana, ela insistindo pra fazer esse, eu disse que não tinha a receita e ela disse pra comprar. Fofa, né? Comprar a receita? Enfim, peguei a minha mais que testada e aprovada receita do melhor bolo de maça do mundo (obrigada, thecookieshop), joguei lá dentro um pacote de frutas vermelhas congelado e mandei pro forno. Uma hora depois, e com a valiosíssima ajuda do marido, o resultado foi, modéstia a parte, muito bom.
Parece que a Ana não gostou muito, mas é que ela não é muito de bolo…

20130610-085751.jpg

Teia de Aranha

Padrão

Republicação de Agent of change:

Faz tanto tempo que não venho por aqui que nem lembro mais sobre o que eu escrevia. Mas de repente me vejo que tempo e vontade de escrever, então vamos lá. Sou mulher, mãe e trabalhadora, não necessariamente nessa ordem. Meu tempo livre e de reflexão é o que demoro pra ir de casa pro trabalho e voltar, de pé ou sentada, no trem.

Leia mais… 722 mais palavras

Fiz um post lá na minha outra casa (agent of change), mas ficou super com cara desta casa aqui, porque desde que virei mãe, só tenho idéias relacionadas com filhos, família e a maternidade. Tipo #monotemática mesmo. Então, nada mais justo que republicar aqui. Tal qual.

Mães que trabalham (sanguenosóio)

Padrão

A qualidade e a própria existência da escola pública é o tema do momento na Espanha e nos Estados Unidos – talvez em outros países por aí, mas não estou acompanhando. Esse tema no Brasil está bem fora de qualquer conversa, porque educação pública e qualidade chega a ser uma contradição em termos, pelo menos no que se refere à educação básica e obrigatória. Claro que quando o assunto chega na Universidade a história se inverte, mas isso é mais uma das idiossincrasias brasileiras.

Enfim, pra quem se interessa pelo assunto, aqui na Espanha a reforma está prestes a ser assinada, porque o partido que governa tem maioria e faz o que bem entender. O povo se rebela e as famílias vão pras ruas, vestindo até as crianças de três anos com a camiseta amarela da protesta.

Imagem

http://www.flickr.com//photos/wampamaragall/sets/72157633908671572/show/with/8940035166/

Mas nos Estados Unidos eu vejo que a sociedade está debatendo o tema, pra saber como foi que as coisas chegaram no estado em que estão. Os recortes chegam até o ponto de fechar escolas inteiras, suspender investimentos, etc, etc. Até que outro dia em um debate na televisão, um governador disse que a situação começou a piorar quando as mulheres entraram no mercado de trabalho. Chega a ser absurdo ouvir isso de um político, quando ninguém nunca fez nada para melhorar esta situação. A mulher trabalha porque precisa, porque quer, ou as duas coisas. Até onde eu sabia, o grau de instrução da mãe influencia positivamente o desempenho dos filhos na escola (mais que o dos pais). Então a conclusão deve ser que a mãe pode estudar, mas não trabalhar, na opinião desses dignissimos senhores. Ainda mais nos Estados Unidos, onde a família não tem nem direito à licença-maternidade remunerada. Cheira a ranço machista-ultra-conservador tentando ainda por cima melhorar a situação do emprego no país. Ou outra coisa.

Eu que trabalho todo dia e faço a tripla jornada de mãe e dona-de-casa espero poder animar minhas duas #pequenascrias a estudar, trabalhar, ter seu próprios filhos. Ou não. Espero que elas pelo menos tenham a oportunidade de escolher. E que nunca um político diga que ela é mais ou menos isso ou aquilo, porque é mulher. E com essa idéia vou tentar terminar minha semana, sem sucumbir entre uma carga da lava-roupas e outra.

Back to business, again

Padrão

Um ano sem escrever, parece ser sinal de que a vida andou mesmo mais interessante. Beatriz nasceu, no dia 23 de setembro e não é um erro de digitação. O mesmo dia que a irmã, em um dia que merecia um filme. Mas outro dia eu conto. Voltei porque tem acontecido algumas coisas recentemente que eu quero deixar registrado, porque se não depois a gente quer lembrar e nem sabe qual era o assunto.

Pois bem. Andei reparando que como mãe estava sendo uma péssima amiga. Pras minhas filhas. Prontofalei. E eu sou tão do tipo que sei sempre o que estou fazendo – ou pelo menos dou essa impressão – que ninguém veio dizer que eu estava passando dos limites. Bom, talvez o caso não seja assim tão grave, mas achei melhor cortar o assunto de pequena. O caso foi que a Ana é uma criança metódica, organizada e teimosa. E é sabido que toda criança é um pouco reacionária, no sentido de ser avessa a qualquer mudança. E a Ana é absolutamente contra a mudança de estação. Primavera-verão-outono-inverno: NÃO! Na prática isso quer dizer que ela quer usar meia-calça todos os dias, não importa que em alguns dias já faz muito calor para este item do vestuário. Outra idéia fixa dela é a de que meninas usam saia. Ou vestido. Muito reticente em usar leggings, apesar de todos meus esforços em mostrar o contrário, e apesar da realidade mesmo. E por último, ela adora, a-do-ra, sapatilhas. E o meu BASTA! veio por causa disso. A luta para vestir outro sapato é causa de atrasos, mas também de atrito, discussão, enfim, uma energia negativa tremenda. Para evitar isso, eu acabei deixando pra lá e deixo ela ir todo dia de meia-calça, vestido e a tal sapatilha. Mas o resultado disso foi desastroso, porque o pátio da escola é de areia e acabou destroçando dois sapatos em menos de um mês.

Aí ela tem um par de converse – All Star – super lindo que o pai trouxe de uma viagem, mas que já está quase pequeno sem nem ter sido usado. E aí eu vi que a coisa estava indo para o lado errado e soltei nela o maior papo sério. Eu disse que tem criança que só tem um sapato, e que só troca quando fica pequeno, e outras que só tem sapato pra ir pra escola, que no resto do tempo tem que andar descalço. E funcionou. Ontem ela foi pro parque de legging e tenis, fiquei super orgulhosa. Hoje já deu confusão de novo, mas acho que minha função é meso essa de repetir a mesma história todo dia, até furar cabeça. Eu era teimosa, espero que ela seja também.

E você, mãe, amiga, também tem histórias assim…

Só pra não esquecer, outro dia escrevo sobre a natureza das coisas e outros descobrimentos da Ana.

Esperando setembro, de novo

Padrão

Quando a gente estava pesando os prós e os contras de engravidar outra vez, o fato de que eu passei super bem na outra gravidez contou muito. Porque se nao, nao ia rolar, com certeza. Estamos sozinhos – sem família – em um dos países da Europe que pior está vivendo a crise econômica. Nao há emprego – nem bom nem ruim – e as perspectivas sao negras. Temos casa e trabalho os dois, mas da parte dele, é um trabalho como outro qualquer, que o dono pode amanha decidir que ele nao serve e mandar embora. Junta isso que o marido está na reta final de um MBA super puxado e nunca está em casa e ainda por cima viaja frequentemente por trabalho. Se eu somasse a isso a possibilidade de passar nove meses ruins e ainda ter que cuidar da Ana que pobrezinha nao tem culpa de nada, nao tinha aceitado o desafio nao. Mas entre que a outra gravidez foi maravilhosa e que a natureza faz a gente esquecer o pior para o bem da conservaçao da espécie, eu achei que ia tirar de letra.

Acontece que nao tem duas coisas iguais no mundo tao diferentes como duas gestaçoes. Começa que eu achei que ia estar mais tranquila e serena, por causa da experiência. Pois bem, negativo, neste caso a ignorância é uma bençao. Mesmo com toda a leitura sobre tudo o que pode acontecer de ruim, eu na primeira vez nao conhecia outras gravidas e nao conhecia de primeira mao nenhum caso de nada estranho, nem de abortos naturais no peimeiro trimestre. Pois bem, agora, eu praticamente só me relaciono com maes e famílias com filhos pequenos e com isso meu repertório aumentou muito. Nao ter um médico que segura na minha mao e me diz que tudo vai dar certo nao ajuda muito. Quero dizer, no sistema público de saúde daqui quem faz o acompanhamento é a “comadrona”, ou seja, a parteira. É uma enfermeira especializada em partos, ginecologia, etc, e a minha ainda por cima é uma fada. Eu adoro a Mercedes tanto quanto odiei a Nicole. Mas nao é aquele tipo que diz, tranquila, tudo vai sair bem. Ela solta a real de todos os problemas que podem passar, tudo o que o exame pode encontrar, etc. E isso, claro, me deixa apreensiva. Junta com isso que os exames e os ultrassons sao estritamente o mínimo indicado pela OMS e pronto, terreno fértil para pensamentos ruins. Ainda mais porque todo mundo pergunta se eu nao estou passando mal – enjoos, etc – com o resultado que eu acabo sempre achando alguma coisa ruim pra contar. No fim das contas, enjôo mesmo eu nao tive, mas que dizer de uma ciática que me acompanha desde a semana 8, uma azia que já me tira a vontade de comer, e uma sinusite primaveril que quase faz explodir a cabeça? é como se eu tivesse saltado o segundo trimestre – que normalmente é o melhor, a pessoa até esquece que está grávida – e já estivesse aqui sofrendo as dores do terceiro trimestre. E a Ana pedindo colo cada vez mais. Mas isso merece outro post.

Europe

Europe (Photo credit: Niccolò Caranti)

Eu sabia por exemplo que ia me sentir mais cansada, que a barriga ia ficar maior logo, que as pessoas iam falar só do bebê e me tratar como um mensajeiro. Mas estou sendo super paparicada, tanto em casa como no trabalho, e disso nao posso reclamar. Ainda nao sabemos o sexo, mas já temos guarda-roupa para muitas temporadas.

Por outro lado, como nao tive enjoo nao tenho desejo estranhos, porque o que existe eu posso comer. Menos aqueles clássicos crus, queijos, frios, carnes e peixes. Mas nao ando neurótica com isso. Outro diz queria um sushi, levei pra casa e passei o salmao na chapa, o resto era de vegetais e frutas. Claro que aquele churrascao suculento e sangrento está fora da dieta, mas como aqui nao tem nenhum bom, nem me dá vontade.

Acho e espero que quando o bebê chegue sim que vai ser tudo mais fácil, porque apesar de que sabemos que os dois sao diferentes, algumas coisas que eles fazem sao iguais, porque até o bebê do vizinho é igual. E aí a experiência conta, e muito. Tanto a nossa como a das nossas amigas, reais e virtuais.

Um dia perfeito

Padrão

Ainda estamos no meio dele, mas já dá pra sentir que hoje vai ser melhor que ontem e possivelmente pior que amanha. Começou meio torto, com uma pequena crise emocional. Eu chorando no ombro do marido enquanto ele se despedia da gente para ir ao MBA, tentando me consolar, dizendo que nao ia ser tao ruim assim. Mas pra mim naquele momento, a perspectiva de passar o dia com a Ana em casa lutando pra ela nao passar o dia na frente de algum desenho animado era por si extremamente esgotadora. Mas demorou o tempo que ele levou pra chegar no carro e me ligar pra dizer que tudo ia ficar bem pra eu encontrar uma soluçao e transformar um dia cinza e chuvoso com Ana aos dois anos e meio em casa em algo divertido. Às vezes tenho dessas coisas, preciso de uma crise, cair no choro mesmo, pra encontrar a soluçao.

Rewind.

Voltamos para janeiro, um post de planos para o ano-novo em que um dos planos era aumentar a família. Bom, na verdade já estava feito, só esperando vingar. Agora o bebe n.2 que a Ana chama carinhosamente de bebê já está do tamanho de uma pera, semana 19 para ser mais exata. Ou seja, estamos esperando setembro, outra vez.

De uma forma ou de outra este foi um dos motivos que me levaram a parar de escrever o blog. Nao queria contar até ter 12 semanas, e nao queria que algumas pessoas soubessem pelo blog. Mas agora, é fato consumado e eu tenho muuuuita vontade de voltar a escrever. Assim que, aqui estou.

Voltando ao meu dia, lembrei de um post que li (vou ter que achar, tá) sobre homeschooling e filosofia Waldorf, em que a mae/professora dizia que para organizar facilmente o dia ela sempre procurava ter uma atividade ao ar livre, uma dentro de casa e uma na cozinha. Lembrei que fazia muito tempo que Ana e eu nao deixávamos o pai louco com a sujeira e lá fui eu, munida de uma receita de muffin, com a pequena para a cozinha. O resultado está esfriando, enquanto a Ana dorme sua super siesta e eu cuido da minha vida, almoço, etc. A Ana na escola ja se serve o segundo prato, se serve de água, poe e recolhe a mesa. Já fizeram limonada e sempre ajuda a recolher os brinquedos e tudo o mais. Claro que em casa é um pouco diferente, mas o importante é saber que as crianças sao capazes e que se divertem muito com esse tipo de atividade. Ela mediu os ingredientes, misturou alguns, viu como funcionava a batedeira (prefiro as que nao utilizam batedeira, mas essa foi a primeira que eu achei). Depois ela ficou arrumando as forminhas de papel na bandeja de assar, cansou e foi dormir. Eu terminei de encher as forminhas, pus o bolo pra assar e fui ajudá-la a dormir. 

Imagem

Aí voltei e aqui estou. Para comer fiz uma omelete de legumes, sujando bem menos coisas que as necessárias para fazer o bolo. Usei uns legumes congelados e um estojo de silicone que vai no microondas pra fazer em menos de 10 minutos uma comidinha saborosa e natural que já devorei. 

O plano pra tarde é arrumar a cozinha, dormir, pintar o cabelo, me depilar e ir ao parque com a Ana quando ela acordar, se é que nao vai chover… E ver um filme com o marido enquanto a pequena dorme, que amanha tem mais.

Aí, a distinta leitora/leitor vai perguntar se é tudo isso, onde está a perfeiçao toda deste dia. Tá, é o seguinte. passei uma semana péssima, lutando mesmo com a Ana todas as manhas e todas as noites para se vestir, sair na hora, comer, desligar a televisao, escovar os dentes, ir dormir, etc. Já chegava tao cansada no trabalho que nao tinha a menor vontade de ficar. Cheguei na sexta-feira pensando que ir ter que ir pro hospital hoje a tarde, pra ver se essa dor que eu sinto na barriga sao contraçoes ou nao, pra saber se esta moléstia aqui em baixo é outra vez infecçao. Pensando que com a barriga deste tamanho eu vou conseguir andar no sexto mes, que dirá no nono. Enfim, meu horizonte era negro. Mas agora estou me sentindo bem. Tomei bicarbonato de sódio com água e a colega aqui embaixo parou de coçar tanto, vamos ver se dura.

E como dizia o outro, tudo está bem quando acaba bem. Até mais.

29 meses

Padrão

O tempo vai passando, a cria vai fazendo coisas incríveis e se a gente esquece de escrever, depois nem lembra quando foi isso e aquilo… Então aqui, um pouquinho de lembretes para o futuro:

Nesses dias que a Ana e eu ficamos doentes, descobri uma coisa. Ela a-do-ra arroz e feijão. Se tiver, ela come todo dia. E gosta muito de tomate e pepinos, pode comer até um pepino pequeno inteiro. E ultimamente gosta mais de leite – sem nada – do que de iogurte. Acho que tem a ver que eu dou sem sabor – como sempre – e na escola eles comem com açucar.

Também foi nesses dias que ela disparou a falar. Parece uma matraca, e fala muito português. Quer dizer,  base é o catalão, mas o vocabulário é brasileiro. Então fica assim:

¨Aqui no ni ha feijão, aqui hi ha feijao¨.

¨Que no te caiguis¨(diz para ela mesma, mas a idéia é ficar pro no subjuntivo também.

E tem outras frases que ela vai repetindo, repetindo: ¨Callate! Callate y come!¨ Minha primeira reaçao foi de espanto, porque não acho que seja a forma adequada de se dirigir a uma criança, ainda mais quando a criança é seu aluno. (É evidente que ela repete o que diz a educadora). Mas como aqui entre o fator intercultural, me limitei a dizer pra Ana que aqui em casa a gente não fala assim. A gente diz que se deve comer em silencio. E olha que ela guardou, porque agora no jantar às vezes ela solta um callate e outras ¨silencio!¨

Nesses de ficar repetindo frases aleatórias, a que eu acho mais engraçada é quando ela, com a chupeta na mão diz, na maior cara de pau. A Ana é uma menina gandre, não usa chupeta. A chupeta é para os bebês. Espero que um dia esta verdade ressoe e ela deixe a chupeta pra lá… De momento ela só usa em casa, quando está cansada e para dormir. Mas pelo menos ela sabe o que esperam dela.

No capítulo das palavras impronunciáveis, uma delas é grande, que ela troca o lugar do R. Fica engraçado e na minha opinião muito mais difícil de dizer, mas eu sei que isso vai se resolver com o tempo e não perco tempo em corrigir. Repito o certo e pronto. Outra palavrinha é funciona, que ela usa na expressão ¨não funciona¨, tanto para dizer que não funciona como para dizer que por exemplo não cabe. Mas o engraçado é que o F nao existe, ela diz S: sunciona.

Por outro lado, ela está aperfeiçoando alguns sons específicos do espanhol, como o som do J em jamón. É o som de um R gutural como em rato, mas bem forte: rrramón. Acho ótimo, porque aí ela nunca vai ter problemas para dizer Jorge… E outras palavrinhas daqui.

Desejo a tod@s um domingo ameno em família. Aqui parece que o longo e tenebroso inverno já passou e hoje além de sol está fazendo um calorzinho bem quentinho. Marido e Ana estão dormindo, mas se eu tiver sorte quando acordarem ainda vai dar tempo de dar uma volta de bici por aí.

Foto de Ana descendo um escorregador no parque

Ana com a cara pintada de mágico na semana do Carnaval