Feeds:
Posts
Comentários

A hora do relax

Tudo bem que tenho escrito muito sobre as dificuldades da maternidade aqui, né? Nem sei se é pra contar o que ninguém diz ou se é pra nao esquecer e poder usar a informaçao mais tarde, quem sabe com o próximo. Mas a verdade é que as pequenas descobertas da Ana e suas pequenas experiências sao talvez ainda mais emocionantes.

Faz já duas semanas que vamos a um curso de pós-parto organizado pelo centro de saúde. Lá a gente faz um pouco de ginástica suave e depois tem um cursinho de massgem para bebês. Como os ditos-cujos estao lá o tempo inteiro, quando tem que dar o mamá, trocar ou simplesmente consolar os pequenos, a gente para o que está fazendo e vai. Mas há momentos sublimes em que todos os bebês estao atentos à professora, ou melhor ainda, super relaxados com a massagem de Shantala.

No primeiro dia eu nao estava prestando atençao no tempo da Ana e na sua necessidade de carinho em uma situaçao nova. Resultado, ela chorou e acabamos passando quase todo o tempo no mamá. Mas no segundo dia, depois de haver treinado em casa vários dias seguidos, ela me deixou fazer a ginástica e depois curtiu a massagem dela a valer.

E assim vamos adicionando pequenos prazeres para aliviar o desgosto de ter nascido e ter que ficar pra sempre fora do útero: banho quentinho de balde depois de uma massagem quentinha com óleo de amêndoas e passar o dia pendurada em alguém no sling.

 

Minha mae foi embora hoje, mas nao vou falar desse assunto porque ainda estou assimilando a idéia…

Vou falar de uma grande descoberta que fiz ontem na aula de pos-parto que faço no centro de saúde. Nem toda dor de barriga é igual!!! É que quando a Ana começa a chorar mesmo depois de estar trocada e depois de comer, minha mae dizia: é dor de barriga. Tá bom, mas como a gente resolve? Bom, parece que há pelo menos dois tipos de dor, a de gases e a famosa cólica de lactante.

Pra primeira as receitas sao várias e as teorias muitas. Uns dizem que o que a mae come tem a ver, outros dizem que nao. Na dúvida, deixei de comer todas as coisas que me dao gases e lácteos em geral. Nao gostei muito do resultado, porque gosto muito de iogurte e tal. Por sorte, a enfermeira do curso disse que os derivados do leite nao tem tanta lactose, entao eu posso voltar a comer. A gente sabe que ela tem gases porque o cocô é verde! E além da comida, e muito mais eficiente, sao as massagens. Ela adora e sentimos que estamos mesmo fazendo alguma coisa. Nao é 100%, mas também é muito legal nesse momento em que estamos “nos conhecendo”.

Pra dor de cólica nao tem jeito… Carinho, passeios de sling, banhos quentes. Tudo pra ela esquecer a dor. Porque vem de nenhum lugar e vai embora de repente, é realmente horrível. Nao todos os bebês tem e parece que um dia acaba, como que por mágica.

A pobre da Ana sofre com os dois, claro. Mas pelo menos agora nós sabemos que pra uma tem um remédio, e pra outra, outro. Saber é poder.

Ana

Ontem meu pai foi embora e tudo ficou menos com cara de férias. Já estou treinando para quando minha mae for também, na sexta-feira. Já consegui por a Ana no sling sem ajuda e assim coladinhas fizemos várias coisas pela casa.

A Ana já tem um pouco mais de um mês e já ficou grande para algumas roupinhas de recem-nascida. Como o tempo é o nosso bem mais escasso, aproveito uns minutinhos dela dormindo para falar de coisas que nao quero esquecer.

Ela faz um biquinho e vira os olhinhos pra cima quando está produzindo a meleca amarela.Dá até vontade de comprar um peniquinho.

Ela sorri pra mim de um jeito diferente de como ela ri para as outras pessoas. É ainda mais evidente quando está no meu colo… Ela tem um jeitinho muito fofo de cruzar as maos embaixo do quiexo para dormir encostada no meu peito que me deixa louca.

Às vezes ela grita e chora e eu nao entendo nada. Eu sei que pode ser dor, ou fome, ou cocô, ou nada. Entao eu abraço bem forte e digo eu te amo, te amo. Eu sei que ela nao entende disso ainda, mas eu sou assim.

 

O Sling e outros carregadores


sling.JPG

Originally uploaded by mari_aquino

Quando eu estava procurando um carrinho pra comprar, meu irmao mais novo disse assim: pra que carrinho? Até andar você leva a Ana no sling, e depois ela vai no chao. Claro, tenho que dar o benefício da falta de experiência a ele e nao desprezar totalmente seu conselho, ainda mais porque ele ia me dar o tal sling.
A busca pelo carrinho perfeito continuou, mas eu contei pro Silviu a idéia do sling e ele disse: nem pensar. Eu ri quando ele disse que eu ia parecer uma cigana, coisas da perspectiva cultural de cada um, na Romenia tem uma minoria cigana importante. Entao vi que nao ia ter como convencê-lo do contrario e quando a tiaZi perguntou se tinha alguma coisa importante que eu ainda nao tinha nao hesitei: um Baby Bjorn, please. Pra quem nao sabe é um carregador tipo mochila, que o bebe vai sentado, olhando pro pai ou pra frente quando cresce um pouco. É jóia, fácil de vestir e bem confortável. E o Silviu adorou.
Aí ficamos com um sling lindo que é esse aí da foto, mais um que a Flávia – patrocinadora oficial da Ana – deu (hotsling.com) e o Baby Björn. Ainda faltava o carrinho, que resolvemos em uma tarde depois que a Flávia – olha ela de novo – nos emprestou a cadeirinha do carro. Até agora a Ana só foi de cadeirinha do hospital pra casa e uma vez fomos ao médico de carro porque estava chovendo. E o carrinho mesmo usamos super pouco. Achamos um – da Graco – que é apto desde o nascimento até os três anos, mas a Ana gosta mesmo é dos carregadores. Ela nao é boba nao, mesmo dando umas miadas pra subir no Baby Björn, em dois minutos ela já esta dormindo. No sling reclama um pouco mais, acho que vai melhorar quando ela puder sentar. E assim vamos, mamae e bebe juntinhas pela cidade, felizes.

Tummy Tub, ou o banho.




P1020209.JPG

Originally uploaded by mari_aquino

Falando de banho, uma das “comadronas” do curso disse que o primeiro banho nao tinha pressa, que era um evento muito importante para que uma enfermeira o fizesse antes que os pais. Disse que era até para celebrar a festa do banho, sempre depois que o umbigo caísse.
Aí eu pedi na minha lista de desejos da Ana uma Tummy Tub* e fui agraciada pela fada madrinha MP. Só que nenhuma das avós achou a idéia boa, como eu já tinha comentado no post da quarentena. Por sorte tínhamos ganhado também uma banheira inflável de viagem, que foi usada no primeiro banho.
E assim foi que no nono dia, seguinte ao da caída fo umbigo, que a vó Sanda, em um ato de suprema coragem, deu o primeiro banho da Ana. Diferenças culturais a parte, a Ana simplesmente detestou a coisa toda. A vó ficou nervosa e todos os outros espectadores mais ainda. Tipo, é muito fácil criticar de fora. Mas no fim eu disse pra mim mesma que a criança nao ia morrer de banho e tudo bem. E apesar da choradeira, nunca vi a Ana tao tranquila para mamar, nem antes nem depois deste dia.
No segundo dia foi a vez da mae, eu propria, arriscar a reputaçao. Tanto tinha enchido a paciência dos assitentes com o Tummy Tub que fui eu lá. Fiz igual nas instruçoes, peguei a Ana e coloquei primeiro os pés, pra ela ver onde estava se metendo, a água quentinha, tudo lindo. Mas quando ela estava lá dentro, pânico, e agora, o que eu faço? Como eu tinha esquecido de acoplar meu terceiro braço, tive que apelar para a ajuda do marido. Dessa vez a Ana adorou o banho, vocês precisavam ver a carinha dela. Mas nem tudo deu certo e pra sair parecia que ela estava nascendo de novo, tamanho o berreiro.
Foi só lá pelo quarto dia, depois que o pai tentou também – com a outra banheira – fazer com que a experiência toda fosse agradável para todos o tempo todo. A chave quem deu foi um colega do Silviu do trabalho: no começo nao dá pra banhar no Tummy tub sozinho, precisa mesmo dos dois juntos. E também que o quarto esteja quase tao quentinho como a água, porque o berreiro é mesmo de frio.
Agora que a Ana já tem um mês – cumpridos hoje mesmo – ela já curte o banho e fica apoiadinha no fundo. Acho que em pouco tempo já vamos poder fazer o banho sem a ajuda do outro. Quero só ver até quando, porque a pequerrucha já está grandota!

* este post é dedicado a Helo – e aos outros leitores empapuçados de esta overdose de mamices – que ainda nao desistiram do maricotinha…

Postagens Antigas »