As aventuras de Mini e Maxi

Mãe de duas: conflitos na hora de vestir e outras histórias

Beíta tem 18 meses, Anita tem 3,5 anos. Vejo meu futuro tão negro no quesito vestir todo mundo de manhã para sair que estou cogitando seriamente instituir uniforme lá em casa. Já contei alguma vez que a Mini (a mais velha) só usa vestido ou saia, sempre com meia-calça. Quando chega a primavera e o calor, a adaptação é difícil, tirar a meia-calça é um trauma. Mas como em todo o resto, confio que este tempo passará. O caso é que agora, Beíta, que nem sabe falar ainda, resolveu seguir os passos da irmã. Escolhe roupa e sapato e está me deixando louca. E claro, como ela não sabe falar mamãe, quero aquela calça de coração, ela só diz não. Esse não, outro não. Não, não e não. E tudo no chão. Um sufoco. E depois o sapato. Ela já aprendeu a por e tirar, coisas de criança de guarderia. Então é um deus-me-livre. Passa horas brincando de trocar sapatos.  Só que. na hora de sair? Por favor, não. E, francamente, a tendência neste caso é só piorar. Com a Ana eu ameacei com isso do uniforme e meio que funcionou. Não sei se ela sabe o que é uniforme, e de qualquer forma hoje ela já vai vestida com uma bata de xadrez, mas foi dizer que ela ir vestir igual todos os dias que ela melhorou bas-tan-te a atitude. A pequena acho que não entende nem o conceito de igual, então tenho que respirar fundo e não dar muita importância pra coisa.
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Outro sinal de que Beíta já não é um bebê é que ela anda morrendo de amores por um tal de Teddy. Teddy é fofo, simpático, apesar de que faz um pouco de barulho quando anda. Usa um macacão rosa e parece que está sempre chorando de um olho. Beíta faz dele gato-e-sapato, mas já não vai pra cama sem ele. A mera visão de Teddy jogado no sofá já faz a mãozinha dela tremer. Com Teddy em braços ela fica muito mais tranquila. E não posso esquecer de dizer que se até hoje ela não usou chupeta, não foi por minha (falta) vontade ou preguiça não. É que a bichinha não entendia a graça da coisa. Mas de repente, mais ou menos junto com começar a dormir a noite toda no berço, ela começou a curtir a chupeta. Ainda é cedo pra saber como isso vai terminar. De momento curto muito ver como essa coisinha que até ontem era parte de mim está cada dia mais independente, mas pessoinha.

O jogo com a Ana está já em outro nível. Ela argumenta, discute, pede, implora, promete, chora. Mulher, né? Leio muito sobre como me comunicar com ela. Comunicação não violenta, essas coisas. Meu livro preferido é “Você fala seu filho escuta, você escuta seu filho fala”.  É um manual ilustrado, que apesar de parecer um livro chato sobre monólogos com filhos mais velhos, na verdade é um manual ilustrado sobre comunicação com crianças de todas as idades! Um dos pilares do livro é o fortalecimento da autonomia e independência das crianças, no tempo certo. Para mim significa encontrar o equilíbrio entre a criação com apego – acho que para que sejam independentes as crianças primeiro precisam ter todas as necessidades cobertas e plena confiança nos pais e cuidadores – e a formação de um caráter autônomo. Uma das coisas que as autoras ensinam é sempre dar opções para as crianças, ao invés de impor coisas aos pequenos. Na prática, é transformar sua ordem em uma pergunta com duas alternativas, em que o adulto está confortável com qualquer que seja a decisão da criança. Ao invés de perguntar o que você quer de sobremesa, pergunte você quer maça ou banana, por exemplo. Ao invés de dizer toma logo esse leite, pergunte se a criança quer tomar um copo inteiro ou só a metade. E assim por diante. Minhas manhãs estão cheias de perguntas do tipo “quer levantar agora ou daqui cinco minutos?”, “quer vestir calça ou meia-calça?”, “quer comer o sanduiche aqui ou na escola”. E por ai vai. Outro dia, aconteceu uma coisa engraçada. Ela queria levar pro lanche na escola um leite com chocolate, más não tinha. Passou uns 15 minutos falando isso, tipo disco riscado. Tentei explicar, argumentar, disse até que não era de sacanagem não, era só que realmente não tinha. Não adiantou nada! Até que eu lembrei de uma estrategia do livro: conceda o desejo da criança na imaginação. Assim: eu também adoraria ter um cacaolat gigante, nunca mais ter que beber água, abrir a torneira e sair colacao… Ummmm, que maravilha! E aí ela ficou quieta. Parou e nunca mais voltou no assunto. Não sei se foi de espanto, ou se ela pensou que não ter mais água pra beber talvez não fosse de todo uma boa idéia. Só sei que funcionou.
E vocês como solucionan estas situações?

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