As aventuras de Mini e Maxi

Festas infantis, lembrancinhas e outros assuntos quentes

Sábado levei a Ana no aniversário de uma amiguinha da escola que eu gosto muito. Fomos na festa felizes, porque gosto muito dos pais e de toda a família. Marido também foi feliz, e isso importa. Tirando o fato menor que a aniversariante esborrachou a cara no paralelepípedo da rua momentos antes do início da festa e passou metade da festa no pronto-socorro, a festa passou tranquilamente.  Comes e bebes para adultos e crianças, bebidas idem. Dois bolos finamente decorados pela mãe (foi uma revelação para mim e as outras mães presentes) e várias brincadeiras para as crianças ganharem brindes. Achei a idéia legal, principalmente porque havia muitas crianças, de idades variadas e a idéia era integrar todo mundo. Funcionou. A Ana ficou super contente com a tranqueirada que ela ganhou e com a sua cota mensal de doces mais que superada, já sabe que não vai ter nada mais por um bom tempo. Falo disso porque li aqui um artigo sobre o fim das lembrancinhas e a crueldade das crianças que vão às festas porque a lembrancinha é boa, apesar do aniversariante ser um chato. Eu gosto de pensar nas lembrancinhas, comprar ou fazer, entregar. É parte das lembranças da minha infância. Acho que como todo presente, deve ser um prazer para o que pode oferecer, nunca uma obrigação. Aqui na Espanha o costume é fazer uma pinhata. Trata-se de uma bolsa, enfeitada geralmente com o tema da festa, cheia de doces e brinquedos, que as crianças devem fazer cair no chão, batendo na dita com um pau, com os olhos vendados. Meio bestial, concordo, mas as crianças ficam esperando por isso. Eu posso até achar que é muito doce pra uma criança só, mas até aí, como em casa nunca tem, não tenho nenhum problema em liberar nestas ocasiões.

Por outro lado, acho que cada um gasta o que pode e o que quer com a festa dos filhos, e o fato de que algumas empresas encontraram uma oportunidade de negócio no delírio consumista de algumas mães muito exageradas não deveria afetar em nada a atitude de cada um com o seu próprio filho. Em geral, a gente costuma se juntar com pessoas parecidas, que compartem nossos valores, nossas idéias sobre a vida. E isso vale pra tudo, amamentação, comida orgânica ou não, suco natural ou refrigerante, tipo de escola, férias na Disney ou na casa dos avós, etc. Às vezes  você tem que ir na festa de algum parente, ou do filho do chefe, um colega menos chegado e aí pum, uma surpresa. Mas isso não muda nada seu estilo de vida, seus filhos entendem perfeitamente que aquela vida não é a de vocês e ponto. Nada de dramas.

Não estou defendendo aqui as lembrancinhas, mas acho que dentro do contexto do artigo da colega, parece falar de café com adoçante depois de um banquete, reclamar que a azeitona deu azia. Enfim, desviar do principal. Se a lembrancinha é parte de um pacote em que a família gasta o que não tem pra mostrar o que não é para gente que realmente não se importa, tirar a lembrancinha não vai resolver NADA!!! Se a festa é autêntica, feita pensado na criança e em seus amigos, a lembrancinha é só isso, algo de que os amigos vão se lembrar, mas não cobrar.

Na festa da Ana – celebramos no parque, junto com um grande amigo dela – o pai do Gael fez a pinhata de papel machè, em forma de dragão. Eu comprei o recheio, aviões, tratores e massinha de modelar. As crianças gostaram tanto que até esqueceram que lá dentro deveria ter doces!

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