As aventuras de Mini e Maxi · primeiras palavras

29 meses

O tempo vai passando, a cria vai fazendo coisas incríveis e se a gente esquece de escrever, depois nem lembra quando foi isso e aquilo… Então aqui, um pouquinho de lembretes para o futuro:

Nesses dias que a Ana e eu ficamos doentes, descobri uma coisa. Ela a-do-ra arroz e feijão. Se tiver, ela come todo dia. E gosta muito de tomate e pepinos, pode comer até um pepino pequeno inteiro. E ultimamente gosta mais de leite – sem nada – do que de iogurte. Acho que tem a ver que eu dou sem sabor – como sempre – e na escola eles comem com açucar.

Também foi nesses dias que ela disparou a falar. Parece uma matraca, e fala muito português. Quer dizer,  base é o catalão, mas o vocabulário é brasileiro. Então fica assim:

¨Aqui no ni ha feijão, aqui hi ha feijao¨.

¨Que no te caiguis¨(diz para ela mesma, mas a idéia é ficar pro no subjuntivo também.

E tem outras frases que ela vai repetindo, repetindo: ¨Callate! Callate y come!¨ Minha primeira reaçao foi de espanto, porque não acho que seja a forma adequada de se dirigir a uma criança, ainda mais quando a criança é seu aluno. (É evidente que ela repete o que diz a educadora). Mas como aqui entre o fator intercultural, me limitei a dizer pra Ana que aqui em casa a gente não fala assim. A gente diz que se deve comer em silencio. E olha que ela guardou, porque agora no jantar às vezes ela solta um callate e outras ¨silencio!¨

Nesses de ficar repetindo frases aleatórias, a que eu acho mais engraçada é quando ela, com a chupeta na mão diz, na maior cara de pau. A Ana é uma menina gandre, não usa chupeta. A chupeta é para os bebês. Espero que um dia esta verdade ressoe e ela deixe a chupeta pra lá… De momento ela só usa em casa, quando está cansada e para dormir. Mas pelo menos ela sabe o que esperam dela.

No capítulo das palavras impronunciáveis, uma delas é grande, que ela troca o lugar do R. Fica engraçado e na minha opinião muito mais difícil de dizer, mas eu sei que isso vai se resolver com o tempo e não perco tempo em corrigir. Repito o certo e pronto. Outra palavrinha é funciona, que ela usa na expressão ¨não funciona¨, tanto para dizer que não funciona como para dizer que por exemplo não cabe. Mas o engraçado é que o F nao existe, ela diz S: sunciona.

Por outro lado, ela está aperfeiçoando alguns sons específicos do espanhol, como o som do J em jamón. É o som de um R gutural como em rato, mas bem forte: rrramón. Acho ótimo, porque aí ela nunca vai ter problemas para dizer Jorge… E outras palavrinhas daqui.

Desejo a tod@s um domingo ameno em família. Aqui parece que o longo e tenebroso inverno já passou e hoje além de sol está fazendo um calorzinho bem quentinho. Marido e Ana estão dormindo, mas se eu tiver sorte quando acordarem ainda vai dar tempo de dar uma volta de bici por aí.

Foto de Ana descendo um escorregador no parque
Ana com a cara pintada de mágico na semana do Carnaval
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Um comentário em “29 meses

  1. Mari, pois é, quem sai aos seus, não degenera, não é mesmo? Arroz-e-feijão do lado brasileiro e pepino, do lado romen, se bem que eu também adoro pepino….. Ontem no Skype pude ver como ela está falante e foi emocionante ouvir, mesmo antes de ver, ela falando “vovó Silvia”. É tão doce…..Beijos.

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