As aventuras de Mini e Maxi

Quando a gente quer muito, muito alguma coisa, cuidado, pode acontecer

Eu sempre digo, cuidado com os pedidos para os anjos, porque às vezes tem um de plantão e te atende, talvez não da forma que você imaginou…

Sexta-feira ao meio dia, estava eu trabalhando tranquilamente quando recebo aquela chamadinha da escola pra dizer que a Ana não queria comer e tinha 38 de febre. Tínhamos que ir buscá-la. Liguei pro pai no trabalho e como ele sai à uma na sexta-feira (é uma realidade em muitas empresas espanholas, não a minha), disse que ia. Avisei na escola e pedi para po-la para dormir, porque em qualquer caso não chegaríamos antes das duas. Continuei trabalhando e pensado no injusto e difícil que era tudo aquilo, saber que se ela não melhorasse ia ter que faltar no trabalho porque o SIlviu ia viajar. Mae trabalhadora sem família perto, alguém mais por aí conhece esta história? Pensei que era muito injusto com ela não poder ficar em casa e cuidá-la, mas ao mesmo tempo abraçando e cuidando muito para ela ficar boa logo e poder ir pra escola na segunda. Nao é a primeira vez que acontece e a realidade é que sempre acabo mandado antes dela estar totalmente curada. Pro marido é mais fácil trabalhar em casa, mas ele tem muitas viagens e aí já era. Mae vira mae-pai, vira super tudo, mulher maravilha.

Mas tanto calor e carinho, sopinha e colinho não trouxeram a cura para a pequena. Ao contrário, passaram todos os vírus pra mãe, que não leva uma temporada das mais fortes fisicamente, por motivos que contarei mais adiante.

então, diante da inevitável situação de mamãe com febre fomos ao pronto-socorro no domingo de tarde. Pra mim o médico deu parecetamol e um xarope mucolítico. Pra Ana antibiótico para uma amigdalite e ibuprofeno para a febre. Eu sou super a favor da homeopatia, mas se a febre não cede depois de três dias com Belladona e porque tem algo mais. E a homeopata da Ana também dá antibiótico se a coisa é séria. O médico disse que se não tivesse febre eu podia ir trabalhar.

Mas não foi assim e na segunda acordei ainda pior. Uma tosse seca, dor de cabeça, dor por todo o corpo. Liguei pro trabalho e disse que talvez pudesse ir na terça. Pensei que todos iam sentir muito a minha falta, mas todos desejaram minha melhora e ninguém ligou pra perguntar nada. Legal. Aí fui na médica pegar o papel da baixa e pra minha surpresa ela disse que eu podia até querer muito trabalhar, mas que isso que eu tinha ia demorar uns quatro das para passar. Que eu ficasse em casa tranquila e fosse na segunda que vem. Pronto, foi aquele anjinho que me ouviu. Torto, porque enquanto a gripe segue seu caminho e te deixa muito sem energia, o remédio da Ana teve efeito quase imediato e, sem febre nem dores, na segunda ela estava toda serelepe. Terminei o dia pior do que comecei, mas no fim feliz, de poder estar em casa e esperar ela ficar boa de vez.

Enquanto escrevo ela dorme, e eu penso em atividades interessantes pra fazer dentro de casa, pensando que são três dias mais. Alguma sugestão?

Ana's Art
Obra de arte de uma Ana, a minha ainda está na fase dos rabiscos
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2 comentários em “Quando a gente quer muito, muito alguma coisa, cuidado, pode acontecer

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