bitácora

A tribo

Aquele provérbio que diz que pra educar um filho é preciso uma tribo inteira é a exata traduçao da solidao que sente a mae que mora longe da sua familia de origem. Eu li isso hoje no Astronauta, mas é assunto que sempre está nas minhas conversas ao vivo com a Flavia.

Mas apesar de nao ter a familia perto, eu até me considero uma pessoa de sorte, por ter encontrado na vida real um pequeno mime do que temos na blogosfera materna. Além da Flávia mesmo, que é pra mim fonte de inspiraçao e conforto, sempre lembrando que isso passa, que o leite nao seca, etc, tenho a Liga, que sempre está aí com a pequena gangue da Ana, pra um ver como sao todos iguais e todos vamos a sobreviver. Falta a mae, mas a gente só sabe disso quando vira uma. Faltam os avós, tios, primos, festas de aniversário, natal, etc. Falta estar presente em momentos importantes, e tê-los perto em momentos importantes. Mas enfim, é parte da nossa escolha, e nao adianta ficar se lamentando.

Esse blog nasceu pra contar a minha vida longe e se transformou naturalmente, junto comigo, em mais um blog de mae. Me serve de terapia e de livro de memórias, mas antes de mais nada, serve para estar em contato. Ver e saber o que preocupa outras maes, como resolvem em outros pontos do mundo problemas tao meus. E por isso fiquei bem feliz com o nascimento do projeto da Flavia e da Roberta, o Minha mae que disse.

Fiquei tao feliz que “Claro que eu estou participando do sorteio de lançamento do Minha Mãe que Disse!

Adorei a seleçao dos melhores textos da semana, dá pra conhecer gente nova, ler novos pontos de vista. E torço pra que logo a seçao de maes empreendedoras esteja lotada de boas idéias e inspiraçao. Acho que é um espaço que faltava e já nasce cheio de carinho, cuidado com a imagem, a escolha do conteúdo. Pra mim é um poço de inspiraçao, pra minha escritura, pra minha vontade de largar tudo – agora que tenho um trabalho pra largar, obviamente. Boa sorte pras duas e pra todas nós.

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4 comentários em “A tribo

  1. Mariana,
    Ser mãe tem mesmo essa solidão, e longe da tribo original é bem mais difícil. Passei por essa fase quando seus avós mudaram para Salvador e me senti literalmente órfã! Mas sobrevivemos todos – eles e nós – e agora que sou oficialmente órfã de mãe é que sei que o que passei era batizado de boneca perto do que sinto agora. E você realmente tem sorte por ter amigas-mãe como a Flávia e as meninas da Liga. Se serve de consolo, ser avó via Skype, embora seja muito moderno, também não é nada fácil….e, de certa forma, repito a história da minha mãe, longe dos netos…Beijos.

  2. Que demais! Já estava toda emocionada lendo o post e o recadinho da tua mãe me deixou assim, com uma nostalgia gostosa e um pouco doída… mas como você mesma falou, faz parte da nossa escolha.
    Obrigada pelo carinho (de sempre!) e boa sorte para nós!!

    beijos

  3. Olá Mariana!
    Sei bem como você se sente, moro na Hungria faz 11 anos e as vezes me sinto sozinha no mundo, principalmente quando tenho algo que deveria fazer e não tenho com quem contar pra cuidar das crianças. Ou quando eles tem umas crises e brigam comigo o dia todo e eu só queria o colo da minha mãe pra me dizer que tem dias assim mesmo… Mas é isso, são nossas escolhas, não é mesmo?
    Eu gostaria de convidar vc pra participar do Clube das mães e pais blogueiros. Passa la dar uma olhadinha, principalmente essa semana, a Flávia e a Ro tb vão passar por lá, porque vai sair uma entrevista com elas na quarta feira, contando um pouco mais dos bastidores. Vem conferir!
    http://maesepaisblogueiros.com
    Beijinhos!

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