As aventuras de Mini e Maxi

Ser mae…

CONSTRUIR O PARAÍSO AQUI

É padecer no paraíso, né? Sempre ouvi essa frase da boca da minha mãe e nunca entendi bem do que se tratava. Agora que estou aqui sendo eu mesma a mãe, acho que é uma frase daquelas pra se jogar fora. Porque o paraíso seria esse nosso dia-a-dia de estar todo o tempo disponível e pendente dos pimpolhos e por isso mesmo a gente sofre, porque não tem nem aquele tempinho pra ir no banheiro sozinha. Bom, eu li de novo e não achei nenhum paraíso aí não. Deve ser que apesar de tudo, quando a gente olha bem dentro do olho da criança, fala uma bobagem e ela ri, ilumina a noite, gente. É assim, um amor que vem em ondas onde até um minuto antes só havia cansaço, fome, sede, dor, uorever.

Isso tudo vem porque a Ana começou na escolinha tem já quase um mês. Mas pelo número de vezes que eu vim postar por aqui desde então deu pra perceber que minha via não mudou tanto. Eu deixo ela na escola às nove, às vezes um pouco mais tarde, e às 12.30 eu já estou lá de novo pra buscar. Eu demoro 10 minutos de casa até lá, mas sempre encontro alguém no caminho, ou tem alguma coisa pra comprar. O fato é que eu tenho todos os dias umas duas horas úteis sem a Ana. Pouco a pouco eu acho que vou conseguir organizar as coisas por aqui e por em prática algum dos meus mil planos para ser dona da minha vida de novo, quero dizer, ganhar algum dinheiro.

Quero dizer, ganhar dinheiro fazendo alguma coisa que eu gosto e que eu considere que estou contribuindo para meu crescimento pessoal e para o bem geral. Porque agora mesmo eu estou fazendo um bico em um centro de estética – e posso fazer a manicure grátis – mas não cumpre com nenhuma das duas premissas. E ainda por cima a rotina da Ana foi pras cucuias. No fim de semana ela janta, dorme e toma banho com o pai e é tudo uma maravilha. Mas é chegar a segunda-feira e parece até que ela fica doente. É um grude geral, quer colo o tempo todo, parece um bebezinho. Claro que eu gosto desse chamego, mas vira-e-mexe fico pensando se vale a pena. Quer dizer, se é justo com ela. Afinal, essa é a CULPA, esse monstro que atormenta nossos pensamentos?

Não sei, mas parece que quanto mais consciente do que está acontecendo, mais ela parece sofrer com isso. O mesmo aconteceu com a escola. A primeira semana foi uma maravilha, as outras mães até tinham uma pontinha de inveja, porque a Ana não só não chorava pra entrar como já saía brincando e dormia sozinha, coisa impensável em casa. Eu não disse nada porque sei que não há bem que não se acabe… Nao deu outra, já na segunda semana mudou, como da água pro vinho. Enquanto os outros bebês estão cada dia melhor, mais risonhos e à vontade, a Ana agora começou com o teatrinho. Chora pra entrar e quando eu chego pra buscar ela chora de novo. Com isso eu não me abalo, porque eu era igual e a educadora já disse que ela fica bem. Mas a mudança foi notável, viu? Mas a educadora ainda é fan da Ana porque ela é muito gracinha e simpática e continua dormindo sozinha. Fora que é mágico ver uma criança que começa a andar e cada dia dá passinhos mais firmes e tal. então todo mundo baba e eu também. E penso que isso também é parte de ser mãe.

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Um comentário em “Ser mae…

  1. maricota, eu tenho certeza de que logo logo vcs encontraram novamente o ponto de equilibrio…. e a Ana já não vai chorar pra ir para a escolinha e vc vai saber organizar bem as horas que tem sem ela. Vc vai ver! Um beijo e saudades.

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