Meleca Amarela

A quarentena

Diz a lenda que a mulher parida tem que descansar 40 dias. Uns dizem que nao pode sair de casa, outros que é o bebê que nao pode. Pode? O que sobrou da tradiçao foi um período em que toda ajuda é bem-vinda, melhor se de gente querida como a nossa mae.

É um período de provas – muito embora independentemente do resultado o contrato já está firmado e nao há devoluçao. Mas se pode e deve usar para resolver dúvidas e reforçar um vínculo que é pro resto da vida.

Tendo superado o equador da quarentena – a Ana tem hoje 28 dias – vou fazer um pequeno balanço, pra comparar um pouco do que eu pensava com a doce realidade.

Primeiro que nós faltamos na aula do “pós-parto real”, entao nao tínhamos nem idéia da teoria da coisa além de alguns livros mais ou menos sérios que tínhamos leído. Todos eram unânimes em dizer que nao ia ser nenhum paraíso, mas do alto da nossa ignorancia era difícil apreciar o que ia ser realmente. Nem os comentários dos amigos ajudaram, porque eu visualizava noites sem dormir, mas isso era só uma parte. Portanto, aos desafios:

  • amamentaçao: já escrevi um post sobre isso, entao só falta falar que estamos aprovadas com um 7. Quero dizer que a Ana está engordando e isso é bom sinal, mas a tal da pegada ainda nao é perfeita. Sei que é coisa de centímetros – pra lá e pra cá – e perseverança, por isso continuamos no grupo semanal de lactância.
  • choro: também já escrevi sobre isso aqui, entao só posso dizer que estamos fazendo o melhor que sabemos. Nunca deixei a Ana resmungando sozinha no berço, mas tem horas que só colo nao resolve, como eu estava sonhando.
  • o banho: por incrível que pareça, nem isso foi como eu imaginava. Primeiro foi a polêmica criada pelo Tummy tub. Uns diziam que nao ia dar certo, outros que pagavam pra ver… E no fim demorou uns vários dias até ela gostar pra valer da coisa.
  • minha recuperaçao: nao que eu esteja muito encanada com a minha forma, mas que a barriga do dia seguinte me assustou um pouco… E depois os pontos da episiotomia e esse sangue todo que sai de dentro de mim. Enfim, coisas de que nao se fala muito, mas sao super importantes. Uma semana depois do parto eu fui na enfermeira – comadrona – e ela tirou os pontos, para meu imenso alívio. E pra barriga minha mae me trouxe uma cinta, que se na opiniao dos especialistas nao ajuda em nada, mal nao faz e ainda ajuda na auto-estima.

No dia que nós saímos do hospital, eu fui me despedir das gracinhas das enfermeiras e chorei. Nao sei se foi de saudades, porque elas eram muito boas, ou se foi de medo do que me esperava lá fora. Agora, às portas de ficar sozinha de novo – quando a sogra e a mae forem embora – eu acho tudo ainda bastante assustador. Eu sei que vai dar certo porque muitas antes de mim passaram pelas mesmas coisas. Mas se é certo o ditado que diz que é preciso uma tribo pra educar uma criança, a vida da mulher moderna que mora longe da família é um pouco mais complicada.

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6 comentários em “A quarentena

  1. Ufa, quase um mês, muita coisa já se passou, né? A vida da mulher e mãe que mora longe da família é difícil mesmo. Eu passei pelo mesmo e continuo passando, longe das duas famílias (minha e do marido). É difícil, mas a gente consegue. E, depois de um tempo, quando ela crescer mais, a escola vira uma grande parceira.
    Beijo grande e fôlego para esta jornada (o primeiro mês é o turbilhão maior, agora vai melhorando a cada dia!)

  2. A gordinha está ainda mais linda. Adorei as fotinhas novas.
    Eu sei que essas primeiras semanas assustam um pouco. Mas vc esta se saindo suuuuuper bem, pode acreditar.
    Daqui a bem pouquinho tudo vai ficando mais facil, vc e ela mais adaptadas a essa nova dimensão. Ai! Já falei isso, né?
    é que ando um pouco repetitiva.
    beijos pra familia.

    fins aviat

  3. ainda nao sei o que é isso, mas tb moro longe e posso imaginar.
    todo mundo me chama de doida pq quero ter um filho sem a família por perto.

    mas acho que, como as meninas mais experientes sempre dizem: de uma forma ou de outra, a gente cnosegue.

    e vc é excelente mommy, tenho certeza que tá se saindo super bem!

    beijos!

  4. cooooooooooooooomo assiiiiiiim sangue???? ngm nunca tinha me dito isso. aiiii meu god! isso me lembrou a historia do coco no parto que a mari contou

    bjo de uma futura treinante – agora apavorada- no auge dos seus ultimos 4 compridos de ac =D

  5. maricotinha, tenho certeza de que vc está fazendo o seu melhor e que sozinha ou acompanhada vc só vai se esforçar para melhorar ainda mais….. eu imagino o frio na barriga de ficar sem uma “mãe experimentada” por perto… mas vc sabe que sempre tem a mim… posso não saber muitas coisas de bebês, fraldas, quarentena, amamentar… mas sei ouvir, abraçar, dar o ombro e fazer rir. Como eu te disse, as avós se vão, mas a tia fica! um beijo bem grande pra vcs.

    PS: adorei a Ana na tummy tub! ela tá tão lindaaaaaa! amo o cabelinho dela!

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