Maricotinha e o Vampiro · Viagens

Dia 1

Dia 1-

O Silviu alugou um carro bacana com um maleteiro enorme e super confortavel para gente viajar. Os pais dele vieram também e fomos para um lugar onde eles vieram algumas vezes de férias quando o Silviu era pequeño.

Parece que durante a ditadura funcionava assim: a família entrava em um sorteio para ir a este balneario e pode ser que ganhasse a cada cinco anos. Daí chegava lá e se hospedava no único hotel e comia no único restaurante. Nao tinha nada pra comprar. E como era isso ou ficar em casa vendo um dos quatro canais estatais na televisao, as pesoas iam e até gostavam.

Hoje há uns dez hotéis, o mesmo número de restaurantes e varias lojas de suvenirs e coisas de praia. As pessoas também podem ficar em campings e é certo que nao tem ainda uma discoteca ou outra movida para a noitada que nao seja o boliche. As pessoas podem até reclamar do serviço, mas eu pensava só em comer alguma coisa que nao tem… O menu aqui é baseado em sopas, carnes e legumes. O carboidrato em geral é batata, um arrozinho e a coisa mais rara por aqui. Mas eu tento comer alguma coisa diferente todos os dias, afinal estou de férias do trabalho, mas os sentidos querem estar muito, muito estimulados.

O nosso hotel se chamava Biamin e parece que tem uma piscina de águas termais propria. Nao vimos, porque o bacana era ir no balneario. A água é quente – muito quente – e tem depositos de argila e sulfa, parece. Nao é exatemente um lugar de tratemento, mas as pessoas ficam horas e horas largadas dentro de uma das duas enormes piscinas. Tem uma outra fria, que também é muito concorrida, afinal fora também está quente.

Imagino que este lugar tem uma vocacao para Águas de Lindoia, mas a infraestrutura ainda é meio precaria. Acho que o que faz mais falta sao estradas, água e eletricidade, mas isso em todo o país. De momento o único turismo que este e outros lugares que estivemos tem é o local e o dos emigrados, que sao nada mais que locais com mais dinheiro.

Voltando ao hotel, tirando dois comentarios negativos, tinha quartos bons, limpos e frescos. E o exterior era cheio de plantas e flores muito bonitas. Infelizmente o serviço era péssimo – os trabalhadores eram como mínimo mal-humorados, e nao tinha água quente no banho, o que é uma tremenda contradiçao já que a água sai quente da terra. Mas nada é tao ruim para acabar com um passeio tao bacana.

O caminho de Cluj até Tajnad tem uns 160kms, que percorrimos em umas 3 horas porque o sistema viario da Romenia é inclrivel. Todas as estradas passam por dentro das cidadezinhas, dando a impressao de que é um contínuo de urbanizaçoes. E como as casas estao construídas até a beira da estrada, a velocidade é bem baixa. A maior parte das estradas está bem pavimentada e iluminada, e há muitas obras em andamento indicando que o progresso está a caminho. Mas seria preferível que os planejadores de cidades pensassem em uma maneira de nao mudar este panorama. Quem sabe o trem pode ser uma opçao melhor de comunicaçao e que pode melhorar em tempo as distancias entre cidades que cada vez sao mais importantes.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s