da janela

Água

A água é o tema mais (im)popular na Espanha estes dias. Primeiro porque nao chovia, Barcelona ia ficar sem água no verao, as duchas nao iam funcionar na praia (minha preocupaçao egoísta), etc. Por isso compraram água até da França que ia chegar por barco e programaram um desvio de água do Ebro. Uma discussao que leva pelo menos o tempo que eu tenho na Espanha, mas que de repente virou mais urgente. Eu pessoalmente me escandalizava com os campos de golf de grama – os famosos greens – até descobrir que pelo menos aqui em Sant Cugat a água que rega os campos é recuperada ou de lençol freático, ou seja, nao é a mesma que a gente bebe.

Depois começou a chover e nunca vi tanta água, nem em um verao chuvoso em Sao Paulo. Choveu tanto que o mesmo rio Ebro transbordou e inundou várias cidades e poe em perigo a inauguraçao da EXPO Zaragoza.

Mas tudo isso encobre um problema muito maior, do qual eu nao vejo nada em nenhum jornal: a desertificaçao. Parece que é um procedimento normal aqui na Espanha, nao se fala e é como se nao existisse. Mas para isso está a imprensa internacional e foi isso que deu no New York Times. A construçao desorganizada na costa, a plantaçao de lavouras que utilizam água demais e pior de tudo, a corrupçao que permite a alocaçao de água para um uso e depois nao fiscaliza a mudança de uso e os abusos que isso acarreta.

A seca e a desertificaçao é um dos motivos pelos quais as pessoas emigram atualmente. Mas o que nao se denuncia com força suficiente é a desertificaçao aqui mesmo no mundo deselvolvido.

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