Maricotinha e o Vampiro

Budapest

Este foi o dia mais longo da viagem. ‘E a continuacao do dia que paramos em Verona e como eu disse la atras chegamos em Budapeste as 4 da manha. Dirigimos – o Silviu dirigiu – quase sempre de noite, porque ‘as cinco ja era noite fechada. Enquanto pudemos escapar de entrar em Genova e Milao, nao pudemos evitar a hora do rush na entrada de Veneza, o movimento do porto e os domingueiros de meio de semana.
Para nao se aborrecer criamos um jogo que era ver de onde era o caminhao pela placa. Claro que eu nao tinha a menor chance, porque o Silviu ja trabalho de caminhoneiro – a aventura durou por doze viagens – e conhece de longe todos os tipos de placa. Mesmo assim era curioso ver carros cheios ate o teto – tipo familia indo pra praia com geladeira e tudo – e ele sempre dizia que eram Romenos voltando para o Natal. Vai ver ate eram, e eles tambem olhavam o nosso carro, com a diferenca que o nosso ia meio vazio atras.
Nao chegamos a entrar em Trieste, pegamos uma saida antes em Gorizia e pimba, bienvenidos a Eslovenia. “Passaportes por favor” e como sempre eu era a grande atracao da policia. O guarda olha a cola, ve que nao precisa de visto, da um carimbo e boa viagem.
A partir de aqui territorio desconhecido. O GPS so tinha os mapas ate a Italia e o Silviu resolveu ignorar a dica do viaMichelin de fazer um pequeno desvio pela Croacia. No posto onde tomamos um cafe – aqui nao vale o euro – a moca alta e loira nos disse que tudo bem ir direto pela Eslovenia. Ela estava errada, a estrada nao existe e ficamos um tempao atras de um caminhao meio sem saber se iamos na direcao certa.
Finalmente chegamos a fronteira da Hungria, ufa. Aqui outra vez checagem do meu passaporte, confirmacao da foto – mudou o cabelo e tal – e boa viagem.
Mas foi quando chegamos a uns 20 kms de Budapeste que a coisa pegou, porque nao tinhamos mapa, nem a menor ideia de como chegar ao hotel. E para piorar ninguem falava nenhuma lingua conhecida. A moca do posto ate tentou ajudar arriscando um italiano de porca miseria – o Silviu faz muito sucesso – mas depois de uns quinze minutos ela cansou. Disse que a cidade era muito grande, mas so acreditamos quando chegamos la. Finalmente compramos um mapa num posto que o cara disse que por 20 euros levava a gente la… e chegamos.
Para nossa recompensa o quarto estava quentinho, o banheiro era limpo e a cama comfortavel. Dormimos como duas pedras e apenas quatro horas depois estavamos na pilha toda para conhecer uma das cidades mais bonitas do Leste Europeu. As fotos estao ai ao lado e no flickr, nao tenho muito a dizer porque so demos uma banda e paramos para almocar – ainda nao estava acostumada com o frio. A comida era bacana – sopa e carne e figado de galinha – e pensei que quem sabe podiamos passar por aqui outra vez na volta. Ou no verao…

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