Maricotinha em LA

Sexta-feira

Os pais do Andrew foram embora e estas cronicas perderam todo o glamour. Hahahaha. Eh que eu recebi uma reclamacao de uma querida leitora dzendo que eu parei de atualizar o blog, que eu devia estar ocupada com alguma coisa mais interessante. Realmente, fiquei meio sem tema desde que eles se foram, mas ainda falta contar tudo sobre a ultima manha com eles.
Na quarta a noite os pais quiserem jantar sozinhos com o bebe, mas para minha surpresa eu estava convidada para o cafe-da-manha de Rosh Hoshana. Fomos pela ultima vez ao hotel e comemos no jardim do terreo, um lugar realmente muito agradavel. A comida como sempre impecavel, assim como o atendimento e aqui a minha sogra ja tinha parado de dizer que era tudo incrivelmente maravilhoso o melhor ate hoje. Nos despedimos com um ate breve que soou como um nota dez no quesito conjunto e fui embora feliz. Saimos de la e fomos para o LA County Museum, porque tinha uma exposicao de arte latinoamericana que o pai dele disse que era legal. Mas nao era nada legal, era pura arte sacra colonial colecionada por uma das familias mais poderosas da Venezuela, os Cisneros. E tem tanta coisa interessante neste periodo, mas me pareceu que a escolha do colecionador e do curador foi por uma obra “very proper” bem a visao do poder. Tinha uma obra representando um Montezuma bem ocidentalizado e outra dos indios acoitando os padres jesuitas. Totalmente desnecessario porque todo mundo sabe que os jesuitas nao eram criancas e foram tudo menos vitimas dos indigenas, mas enfim, uma exposicao sempre tem um vies. E eu nao gostei deste.

Alem dessa exposicao havia outras mais interessantes mas menores e o acervo permanente. Este estava organizado por periodos e dentro do periodo tudo junto. Eles tem varias obras interessantes, alguns Renoir e varias esculturas de bronze de Rodin. Como conjunto o do Masp eh mais interessante, mas ja que estava, aproveitei para admirar um pouco a genialidade dele. Nao da pra ver tao bem na foto, que eh uma centauro mulher, torso humano e corpo de cavalo. A verdadeira potranca do baile funk.
Antes do museu fomos na casa do Andrew porque ele tinha que fazer uns deveres. Quer dizer, limapr o banheiro e a cozinha e o quarto dele. A mae dele expressamente me recomendou que eu nao o ajudasse, mas isso eh porque ela nao me conehce… Enfim, enquanto ele limpava eu fiquei fazendo a unha e vendo tv com os coleguinas dele. Uns meninos tao fofos, nem parece que ja chegaram no fundo do poco.
Hoje foi dia de preguicinha. Acho que meu “herpes” das costas esta chegando – sinto a dor – e me da vontade de nao fazer nada. Almocamos num reto de noodles que voce mesmo tem que fazer a comida numa panela de agua fervendo que fica na mesa em cima do balcao. Tem macarrao, arroz, legumes e carne. Molhos e temperos, tudo realmente muito gostoso. Neste caso nao da pra exagera, porque eu fiz tudo – e comi tudo. Eh bom porque os ingredientes sao de qualidade. E a musica nao era nada ambiente, era um rock com voz feminina, me fez sentir em Tokyo mesmo sem nunca ter ido. Manja algum livro do Murakami?
Quando o Andrew foi para a clinica depois do almoco fui com o Paulinho tomar um lanche no Starbucks. Aproveitamos para contar o que eh da vida de todo mundo que a gente conhece em comum e ligamos para a Anna Brafmann, uma fofa que foi parar em Laramee – ninguem merece. Ela tem uma filha chamada Giovanna e eh uma das pessoas mais fortes e batalhadoras que eu conheco. Nao sei se um dia vou voltar a ve-la, gostaria muito, mas ela tem uma estrela guia, muito brilhante.
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